O olhar de uma mera espectadora

Durante a semana entre os dias 20 a 28 de janeiro aconteceu na pequena cidade histórica de Tiradentes-MG a 20° edição da Mostra de Cinema de Tiradentes. Essa cidade possui um encanto memorável algo de encontro a vista da Serra de São José até suas pequenas vielas, casinhas e pessoas. Como uma boa turista já estive em outras edições do evento, mas pela primeira vez pude participar com mais afinco de tudo que ali envolvia, isso parte do momento profissional de cada um. Uns gostam do passeio, outros da cerveja, aqueles da igreja, uns do artesanato e claro os profundos cinéfilos. Eu estou no grupo dos curiosos, procurando aprimoramento e com certeza mais conhecimento.

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(Oficina Noções Básica de Montagem e Edição – 20° Mostra de Cinema de Tiradentes/MG) Foto: Leo Lara/Universo Produção

Do final de semana que pude participar de tudo, desde a oficina de montagem e edição básica por ótimos profissionais da área até o último longa metragem exibido do dia, senti aquele momento de empoderamento feminino por toda parte, voz política e uma perspectiva de que por todo canto desse país existem o eco da nossas perspectivas, existe o eco de cada trabalho exibido ali demonstrando a percepção do gesto, da dedicação, da indignação e do ensinamento. Tocou, e o cinema tem essa arte, o cinema tem essa mágica que atraem os olhos e vai direto nas nossas feridas e emociona o coração.

                Por fim, eu pude ver uma praça lotada de pessoas, algumas ali sentadas aguardando o que estava por vir, outras que por ali passavam e quando o filme começou um silêncio imediato, ao ar livre a cidade se inquietava para a mensagem que ali passava. Era Xingu, era Tapajós era a Amazônia que chegava nos olhares de quem nem imaginava saber sobre impacto ambiental, sobre mega empreendimentos a política e o poder por traz das questões ambientais. O filme de Eliza Capai – O Jabuti e a Anta exibido no dia 27 de janeiro, despertou uma platéia ciente de que há muito mais coisas por trás do “faça a sua parte”, há interligação de valores e das consequências do desmatamento, da ganância e da falta de formação das nossas políticas públicas. Sentimos o impacto do consumo e descobrimos que a essência que desmonta os grandes monstros acostumados a nos definhar quando achamos que não há mais nada a fazer é a união dos nossos valores, a sabedoria e o pensamento de apenas um nós, a manifestação é o se importar e assim saberemos cuidar deixando de lado a doença do egoísmo humano e a nefasta necessidade de apenas ter.

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(Exibição do Filme O Jabuti e a Anta na 20° edição da Mostra de Cinema de Tiradentes-MG) Foto: O jabuti e Anta – Facebook

Dica: Conheçam mais o trabalho da Eliza Capai que é tudo maravilhoso demais:

Série Linhas – Greenpeace

No devagar depressa dos tempos 

Página oficial 

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