O que será o amanhã?

(Esculturas de cimento de Isaac Cordal – Políticos debatendo o aquecimento global)

Um mundo aprimorado por uma economia do carbono, o que envolve seus padrões de produção e consumo. Movidos a combustíveis fósseis. Nossa energia queima florestas, intensifica o mercado globalizado, enquanto a finalização dos acordos propostos na COP-21 (Conferência do Clima da ONU), no dia 12 de novembro, nos apresenta três principais resultados que tentam mediar soluções e prever um futuro. Foram acordados com os 195 países membros da Convenção do Clima:

  • Uma meta em manter a elevação das temperaturas abaixo de 2°C com esforço para limitar em 1,5°C neste século.
  • A revisão dos acordos propostos pelos países membros a cada 5 anos a partir de 2020.
  • Foi confirmado o repasse de 100 bilhões de dólares dos países ricos para países em desenvolvimento.

O Brasil mantém destaque, sendo uma liderança mundial nas negociações do clima, com um papel fundamental considerado um dos poucos países do mundo que conseguiu reduzir suas emissões de gases de efeito estufa. Porém, ainda é preciso envolver mudanças na matriz energética, no setor florestal e no uso da terra.

O ano de 2015 ainda não se despediu, e possuímos índices maiores, em relação ao ano passado, de queimadas no país. Um crescimento de cerca de 25% de acordo com dados no INPE (Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais), são mais de 230 mil focos ativos de incêndios em toda nossa cobertura vegetal que envolve nossas áreas protegidas. A Chapada dos Veadeiros – GO, queimou no mês de novembro mais de 15 mil hectares, correspondendo a quase 25% da sua vegetação. A Chapada Diamantina – BA, uma das principais reservas ecológicas do país, queima por dois meses seguidos, o que já consumiu mais de 23 mil hectares do parque, cerca de 15% do total de sua vegetação.

Um dos motivos dos maiores focos de incêndio se alastrarem por aqui, dizem ser as intensificações climáticas. El ninõ, fenômeno natural que aquece as águas do oceano pacífico, traz tempo extremamente seco em algumas regiões, chuvas fortes em outras. Já ouvi dizer em um El monstro. Será mesmo que essa discrepância natural que não temos controle algum pode se envolver com o tal do aquecimento global? Agora sim, podemos falar em acordos de países em desenvolvimento com países desenvolvidos. Se já encaramos nesse ano uma época de volume morto, faltou água nas torneiras, mesmo assim, não conseguimos encontrar a solução básica que envolve boas políticas públicas, a recuperação de áreas degradadas, demarcação de terras e uso de energias renováveis. De acordo com o IPCC (Painel Intergovernamental sobre Mudança do Clima) estima que, com a intensificação do aquecimento global, teremos 200 milhões de refugiados do clima no mundo até 2050, formado basicamente pela população mais pobre e vulnerável do planeta.

Enquanto preparamos o mundo para uma economia verde, onde não precisamente está em discussão quem terá acesso as nossas adaptações climáticas, vamos imaginando como será o amanhã, responda quem puder, um novo museu ou o fim da velha história em chamas transformada em poesias para os dias cada vez mais quentes e cinzas.

O Brasil não está inteiro na COP-21 – Pública

Leonardo Boff – A COP 21 pavimenta o caminho para o desastre

 

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