Do consumo à participação pública – a solução não está nas prateleiras

Que questões são essas que colocamos como certas? Qual é problema dessa gente que não entende que agora é cada um por si e não há um por todos mais? Guerra. A gente vive diariamente a luta constante por sobrevivência. Sentimos muito, sentimos tanto que devemos expor aos prantos uma dor que não é nossa, a gente não entende porque a gente não vive como muita gente.

Fome. Fome de aplausos, de likes, de compartilhamentos, até onde vai sua mudança pelo outro? Não sabemos o que é ser uma equipe, muito menos um grupo, e mesmo com tanta informação bombardeando nossas telas vivemos apáticos como uma sociedade que não conhece suas próprias políticas participativas. É mais fácil reclamar o pranto do furto. Esse foi o ponto que chegamos. Mais a fundo, me incluo como quem não entende nem a missa o terço, mas ainda sei que aqui é só o começo.

O texto de Silvio Caccia Bava, “Capitalismo, exploração dos recursos naturais e seus reflexos nas populações envolvidas” para a Mostra Ecofalante de Cinema Ambiental, expressa bem em suas palavras: “A economia se reprimariza, se fragiliza, e se torna mais dependente dos centros industriais. O desastre ambiental ganha proporções planetárias. A exclusão social e a precarização da força de trabalho completam o quadro. Como consequência, a fome, a pobreza, a desigualdade se espraiam pelo mundo.”

São notícias, tantos lados e muita piada afinal de contas a gente “de barriga cheia” esquece, sai de mancinho quando conseguimos o que queremos, vamos comemorar e virar de costas para aquilo que não queremos ver. Já que, não pode mudar o mundo de imediato vamos aceitando o compre o que se vende, a lógica mercadológica, está longe dos olhos, está do outro lado do muro, veja a história, compare o agora, caminhamos como esse imenso globo azul, em círculos, para uma evolução tecnológica ainda tão mesquinha quanto nossos interesses difusos em ser melhor que o outro sempre. A história se repete para quem não a conhece, somos mesmos fracos e oprimidos, James Lovelock (Autor do livro Gaia – Cura para um planeta doente) já dizia que “nosso progresso moral não acompanhou nosso progresso tecnológico”.  Somos altamente dependentes de recursos naturais para um bem-estar social e o desenvolvimento econômico, e assim criamos uma espécie que vive em sua “bolha” sem se preocupar com as ações originadas pelo tudo que consume e produz. Essa situação nos impede de enxergar o processo como um todo, nossas interligações.

Acontece que o não quando dito, rasga ideologias, cala reis e rainhas de muitos umbigos, e ainda devemos acreditar.

A resistência de muitos povos se dá pela sua participação social nos movimentos políticos, não basta querer fechar os olhos e dizer que não adianta fazer nada. Quando foi a última vez que participou de uma reunião de condomínio? Sabe quem está a frente da representatividade do seu bairro? E a participação popular na cidade? Temos muitos problemas não é mesmo? E só podemos resolvê-las quando conhecemos além da nossa história, nossos direitos e com isso cobrá-los para um bem comum, pois se ainda pensarmos apenas por nós mesmos, não sairemos de lugar algum e a única medida é reclamar e esperar que alguém resolva por nós. Acredito que está na hora (ou já passou dela) de mudar essa situação, pois temos tudo em mãos só precisamos saber o que fazer com tanta informação.

Não vença uma briga entre tiros e canhões e tapas e socos, ódio e rancor. A gente vence uma briga quando pára e escuta, quando mesmo não concordando entende um lado que não é seu, e se cegos, surdos e mudos são, nosso dever é fazer ver, ouvir e enxergar, não se compara uma atitude ruim com outra pior, o exemplo é o mostre você como é na prática tudo o que acredita, e quando a gente prova que vale a pena, além dos nossos atos se repetirem, nós nos unimos por admiração e conhecimento, crescemos, vale mais que qualquer curtida, qualquer compartilhamento e ainda mais se existem dois lados da moeda, como será enxergar aquilo que você não vê?

Capitalismo, exploração dos recursos naturais e seus reflexos nas populações envolvidas – Mostra Ecofalante

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