O que é você ser humano?

Talvez o que a gente deseja mesmo seria desenvolver super poderes, mudaríamos tanto nosso meio como a nós mesmos, frisando nosso bem maior, aquilo que é nosso pra depois ser do outro, o que a gente acha que é certo, o que a gente vê com os olhos que nos cegam. A gente mudaria sim, se tivéssemos super poderes gostaríamos de todo bem material existente, cartão de crédito ilimitados, um mundo girando só para gente.

‘O Doutrinador’ – a revolta contra a corrupção chega aos quadrinhos

Nas palavras do autor: “…Ao invés de olhar a questão partidária ou ideológica, as pessoas devem ver o lado psicológico dele: nada justifica o que ele faz.”

Caramba, eu não sou nada enquanto julgo o mundo que me consome aos poucos.

E é tanta coisa acontecendo ao mesmo tempo, gostos musicais em pauta, casamentos liberados, uma esperança com nome de Francisco, uma política conservadora com podres poderes e a importância de um sim e um não, estamos achando que o nosso umbigo comanda tudo isso, as opiniões não cessam e enquanto eu grito o outro esperneia, enquanto eu acho o outro tem certeza, enquanto eu domino o outro não tem vez no meu sistema.

Leonardo Boff – Papa Francisco zeloso cuidador da casa comum

A ecologia Integral – “…O oposto da pobreza não é a riqueza. É a justiça social de proporções estruturais e mundiais. A forma mais adequada para enfrentar esta pobreza é a ecologia integral que articula tanto o grito da Terra quanto o grito do pobre”

Sejamos menos Deuses, e mais humanos.

Engraçado é o umbigo do outro, ditados populares convém com nossas realidades e a pimenta nos olhos dos outros vira refresco, um belo refresco pra quem convive com a falta de água que não se fala e gostamos de jogar responsabilidades em cima do outro, por que a culpa é sempre de alguém. E vivemos em crise, amenizamos o sistema dopando nossas crianças inquietas o mundo deve ser mesmo muito duro pra elas encararem uma realidade tão mecânica.

Máquinas, digitalizadas, sobrevivemos por números, estatísticas de vários João e Maria espalhados por aí que dizem possuir a mesma sorte que a minha ou a sua ou sorte nenhuma que não chega nem aos trinta, é melhor fechar os olhos é melhor nem vê o que vem por aí.

Xico Sá – O Brasil exterminador do futuro

– Qual é nossa crise afinal?

Medo é uma coisa estranha mesmo, que acanha e nos faz sentir perdedores, perder o sentido de algo que talvez procuramos ou queremos, que talvez mensuramos e achamos tudo muito longe da nossa realidade. O que me assusta é essa tal crise de percepção, a voracidade  de destruição, a vontade permanente de ser melhor que o outro em tudo, o desejo de comandar a subordinação.

E a gente acompanha, tudo tem ido rápido demais pelas linhas das nossas redes sociais e por traz dessas telas minúsculas em que eu humildemente redigo meus pensamentos soltos, a mudança é necessária e ela vem exatamente quando tudo vai mal talvez pra não se acostumar com imposições descabidas, o desconfortável leva o caos e por fim um equilíbrio, não é necessário ir tão longe para exigir uma mudança. Basta olhar para suas palavras e que delas se façam suas ações.

Gregorio Duvivier – Não quer ajudar não atrapalha

Não sei se foi minha falta de tempo, ou se foi os inúmeros acontecimentos, pude conversar com crianças de 12 a 14 anos inquietas mas loucas por aventuras e felizes por desenvolverem algo que será delas pra sempre, um documentário sobre o meio ambiente da cidade em que moram. Foi a fala dessas crianças, que não paravam quietas na carteira que olhavam com olhos brilhando sobre como pequenos somos nessa imensidão de estrelas que viam no seu primeiro projeto de vida, uma mudança de concepção, um olhar sobre o outro, uma esperança.

Foi nessa minha falta de saber o que fazer ou pra onde ir, que descobri um ser incrível nos meus dias, despercebida por muitos é apenas mais uma trabalhadora que convive com o meu dia a dia, uma mulher de fibra que faz plantões e mais plantões e mantêm seu sorriso, descobri que sua realidade não é fácil, perdeu um filho e tem mais dois presos, foi com ela me contando sua história de dor mas que ao mesmo tempo ela transformou tal sentimento em sorriso, que vi quão frágil eu sou, ali estava ela com seu caderno que estudava no corredor, pois quer passar em concurso, em cada sua palavra dura de engolir havia um coração de perdão, de força e de paciência, pois sabia das consequências maltratadas dessa vida, ela sabe que os dias melhores virão. E meus problemas, que fichinha perto dessa gente vivida. E nas nossas mãos calejadas a gente deseja sorte pra tanta gente humana que ainda sobrevive por aí.

Foi quando contemplava com sorrisos de uns amigos que um garotinho de mochila me pediu o mesmo sorvete que eu tomava, ele tem uns 10 anos de idade e carregava uma mochila de rodinhas, levei ele para desfrutar do que queria deslumbrado pelas várias escolhas de sabores que podia fazer, queria um pouco de tudo, era hora do almoço e ele iria merendar na escola, ele não sabia ler ainda e queria saber o que significava cada cor de cada sabor principalmente o de flocos, apesar da sua euforia ele agradeceu, foi embora com suas cores e sabores, pois não queria perder a hora da escola.

Deixo aqui dois documentários incríveis, que devem ser vistos, expostos, compartilhados, comentados, um fala sobre nós e o segundo, sobre o outro. Quem seria esse nós e quem seria esse outro?

O Sal da Terra, trajetória de vida do fotógrafo brasileiro Sebastião Salgado, que conheceu através de suas lentes o que a ganância do homem é capaz mostra em um documentário incrível como somos escravos da vontade de ficarmos ricos e mesmo depois de tanta destruição, perdendo a fé na humanidade descobre na simplicidade da natureza o que é renascer.

Um filme sobre autoconhecimento e busca da felicidade. Juntei algumas frases dos entrevistados no documentário que se deu nesse texto:

“A gente não nasce pronto e vai se gastando. A gente nasce não-pronto e vai se fazendo. Cada um desenvolve sua forma de ver as coisas em função da sua história. E o revelador acontece em um momento muito fulgaz. Sejamos únicos ainda que iguais e desconsidero tudo o que dizem as pessoas que não vivem de acordo com o que falam. Se eu encontrasse com Deus acho que Ele diria para mim: Você conseguiu, né? Eu diria: Poxa, muito obrigado pela oportunidade.”

Pega a tua mochila e vamos ser heróis.

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